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Creme de urtigas com mousse de requeijão

3 Dez

creme_urtigas

Costuma-se dizer que perante uma má notícia, há dois tipos de pessoas: os que choram, e os que aproveitam para vender lenços. Outra frase sábia menciona que perante uma tempestade, um pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que o vento mude, e o realista ajusta as velas. Perante um problema, não se vira a cara à luta: enfrenta-se de frente.

Este creme de urtigas simboliza isso mesmo: elas picam, é certo. Podemos desprezá-las, chatearmo-nos com elas , ignorá-las, ou usá-las a nosso favor: comê-las.

Em tempo de crise, um creme de urtigas é uma solução económica (tendo em conta a sua natureza de erva daninha), tem muitos nutrientes (vitaminas, metais, e 40% de proteínas!), é saborosa e tem também esta carga simbólica forte: o que não nos mata, afinal pode tornar-nos mais fortes. E ainda uma magnífica cor verde, que é afinal a cor da esperança.

Ingredientes (6-8 pessoas):

– 2 molhos de urtigas (*)
– uma cebola grande
– azeite qb
– 1 alho
– 1 cenoura
– 3 batatas médias (ou courgettes do mesmo peso, para uma versão mais “light”)
– 1 litro de água (ou caldo de galinha, ou legumes)
– sal q.b.
– 2 colheres de chá de caril (adicione mais ou menos a gosto)
– açafrão q.b.

(mousse de requeijão)
-1 requeijão de ovelha
-125g de kefir (ou iogurte grego, ou natural)
– flor de sal

Azeite virgem extra aromatizado com tomilho, louro e alecrim (q.b.) (**)

Preparação:

a) creme:
Coloque um bom fio de azeite num tacho em lume médio-baixo,  e quando estiver quente, adicione as cebolas picadas.
Um minuto depois adicione o alho picado.
Quando as cebolas estiverem douradas ou translúcidas (aproximadamente 5 minutos), adicione cenoura e batatas cortadas bem como 1 L de água. Deixe ferver e cozer por aproximadamente 30 minutos.
Enquanto os legumes cozem, aproveite para tratar das urtigas: Colocar as urtigas com água bem quente durante uns minutos, para que as mesmas deixem de picar.
De seguida, lavá-las convenientemente, e selecionar apenas as folhas verdes e macias, eliminando folhas secas e rijas, possíveis sementes, e os caules. Coloque as folhas das urtigas num tacho à parte, e reserve.
Após a cozedura dos legumes, desligue o lume, e transfira o algum caldo da cozedura para cozer as urtigas (tenha o cuidado para deixar algum com os restantes legumes). Deixe ferver durante 10 minutos.
Enquanto as urtigas cozem, aproveite para triturar (ou liquidificar) os restantes legumes.
Após a cozedura das urtigas, transfira-as para um liquidificador conjuntamente com suficiente caldo (o restante, volte a adicioná-lo aos legumes triturados. Liquidifique até obter puré homogéneo.
Adicione agora o puré de urtigas ao puré dos outros legumes.
Acrescente mais água até atingir a espessura desejada.
Adicione o sal, caril (vá controlando a intensidade pretendida), e por último uma pitada de açafrão.

b) mousse de requeijão:
Para preparar a mousse de requeijão basta juntar o requeijão, kefir e uma pitada de flor de sal.

Sirva o creme bem quente com uma colher da mousse, finalizado com um fio de azeite aromatizado com ervas.

(*) as urtigas foram rapidamente apanhadas (com luvas…) na Quinta da Romeira
(**) este azeite aromatizado é um produto Mercearia Caseira

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Creme de abóbora com chuchus e croutons de azeite de poejo

20 Nov

Não é que esta receita aqui apresentada tenha muita coisa de especial – porque não tem. Mas gostámos tanto deste creme fácil e rápido que não resistimos a partilhá-lo.

Utilizámos chuchus que trouxemos quando estivemos há uns dias no Alentejo. Vieram da Feira de Estremoz, quando eles, grandes, gloriosos e cheio de espinhos, estavam a olhar para nós…dificilmente encontramos chuchus destes na distribuição normal, e como tal, não lhes resistimos, e fizeram-nos companhia até Lisboa.

No fim ficámos com um creme de gosto quente e aconchegante, que resultou muito bem com o crocante dos croutons e com a frescura do azeite de poejo.

Ingredientes (6-8 pessoas):

– 700g de abóbora(*)
– 3 chuchus (+)
– 1 alho francês
– 5 cenouras grandes
– Azeite qb
– Água qb
– Sal qb
– Azeite de poejo (**) qb
– 2 fatias de pão caseiro

Preparação:

a)      Creme:
Pique finamente o alho francês e salteie um pouco num fio de azeite.
Quando estiver tenro, adicione as cenouras, os chuchus e a abóbora cortados em pedaços pequenos. Envolva.
Cubra com água e deixe cozer até os legumes estarem tenros.
Triture e retifique com água até obter a textura desejada.
Tempere com sal a gosto.

b)      Croutons:
Para os croutons corte o pão em pequenos cubos.
Regue com o azeite de poejo e leve ao forno até tostar.
Sirva a sopa com os croutons e com um fio de azeite de poejo.

(*) as abóboras vieram da Quinta da Romeira;
(+) os chuchus da Feira de Estremoz
(**)  o azeite de poejo utilizado é uma produção Mercearia Caseira

Beringelas recheadas

5 Nov

Às vezes as refeições cá por casa não têm carne, nem peixe.
Há umas décadas (nos anos 70), quando o movimento vegetariano começou a crescer fortemente, a beringela passou a ser um vegetal “mainstream”. Isto porque a sua textura e gosto suave (especialmente quando frita) possibilita uma imitação de alguns tipos de carne, como o frango.
Mas a verdade é que continuam sempre a existir pessoas que não gostam beringela, assim como pessoas que…têm medo dela. Muitos cozinheiros têm receio em utilizá-la na cozinha, ou porque não sabem como cozinhá-la, ou porque lêem algumas receitas que sugerem salgar e secar antes de utilizar, para remover um suposto misterioso e pouco apetitoso travo amargo…
O primeiro passo para ultrapassar esse preconceito, passa pela aceitação: a beringela é mesmo boa tal como é. A maior parte das beringelas hoje têm poucas sementes, e são colhidas relativamente cedo, pelo que o travo a amargo é um falso problema.
A questão de serem esponjosas, ou oleosas, é na realidade uma virtude e não um defeito: potencia a absorção de sucos e sabores na confecção.
A beringela é um vegetal bastante interessante, e que não necessita de grande ciência para cozinhar. Pode simplesmente ser adicionada para cozer numa sopa de legumes, ou cozinhada num grelhador forte ou forno a temperatura elevada, com azeite, ervas aromáticas e especiarias. Pode até ser grelhada sem nada, para quem gosta…por vezes as pessoas deixam-na cozinhar tempo a menos, mas embora a pele exterior possa parecer começar a estorricar, o interior não será afectado, e ganhará até um paladar fumado que resulta muito bem, por exemplo, para ser adicionado a uma sopa.
Enfim, beringela…sem medos!

Ingredientes (3-4 pessoas)

– 2 beringelas grandes (*)
– metade da parte branca de um alho-francês
– 250-270 g de cogumelos brancos
– 1/2 cenoura
– 4 colheres de sopa de polpa de tomate
– 1/3 de copo de vinho branco
– 3-4 folhas grandes de manjericão (**)
– 1 colher de chá de caril
– 1 pitada de cominhos
– 100 g de queijo mozarela ralado
– azeite q.b.
– sal q.b.
– pimenta q.b.

Preparação

Cortar o alho-francês finamente e refogar com o azeite até amolecer.
Ralar a cenoura (ou cortar finamente em rodelas) e picar os cogumelos.
Cortar as beringelas ao meio e retirar o interior com a ajuda de uma colher (a colher dos gelados é uma boa ajuda!) tendo o cuidado de não furar a casca. Polvilhar o interior da casca com uma pitada de sal e reservar virado para baixo. Cortar a beringela em pedaços pequenos.
Juntar a beringela, a cenoura e os cogumelos ao refogado de alho-francês e saltear durante 1-2 minutos.
Picar as folhas de manjericão e adicionar, juntamente com os restantes ingredientes, ao preparado anterior, deixando cozinhar até os ingredientes estarem tenros e a maioria do líquido ter evaporado (cerca de 20 minutos).
Rechear as beringelas com este preparado.
Polvilhar com o queijo ralado e levar ao forno  a 180 ºC até dourar (no forno cá de casa demora cerca de 20-25 minutos).

Acompanhado de arroz basmati branco é uma refeição completa.

Esta receita também fica muito boa substituindo os cogumelos por cerca de 300 g de carne picada. A cenoura também pode ser substituída por abóbora e os mais gulosos podem acrescentar uma dose extra de queijo ao recheio.

(*) Beringelas da Quinta da Romeira
(**) O manjericão veio dos vasinhos da varanda

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