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Bolos de milho com salada de presunto

22 Maio

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Para uma refeição ligeira, para um jantar de petiscos, para uma entrada ou até mesmo para um brunch. Estes bolos de milho têm um toque exótico dos cominhos, a lembrar os sabores mexicanos, que combina muito bem com a salada de rúcula, tomate seco e presunto, com paladares tão típicos da cozinha mediterrânica. Impossível não gostar…

Ingredientes (2 pessoas, adaptado do livro “Cozinha rápida para saborear devagar”, Donna Hay)

– 140 g de milho cozido
– ½ chávena (de 240 ml) de farinha com fermento
– 1 ovo
– 2 colheres sopa de coentros picados
– ½ colher de chá de cominhos
– ½ colher de chá de fermento em pó
– 1 pitada de sal
– 70 g de folhas de rúcula
– 4 colheres de sopa de tomates secos, com azeite
– 6 fatias de presunto
– pimenta-preta q.b.
– azeite q.b.

Preparação

Na picadora juntar o milho, a farinha, o ovo, os coentros, os cominhos, o fermento e o sal e misturar bem, até obter uma massa homogénea.
Numa frigideira, aquecida com um fio de azeite, colocar duas a três colheres de sopa desta massa. Espalhar a massa, dando uma forma arredondada (como uma panqueca), e cozinhar o bolo dos dois lados até estar dourado. Cozinhar dois bolos por pessoa.*
Para servir, colocar a rúcula, o tomate seco e o presunto entre dois bolos de milho. Terminar com a pimenta-preta moída na hora e um fio de azeite dos tomates secos.

* Esta quantidade de massa dá para fazer quatro bolos de milho com cerca de 10 cm de diâmetro, sendo a quantidade indicada para uma refeição ligeira. Se pretenderem fazer bolos mais pequenos (por exemplo para servirem como tapas), basta reduzir a quantidade de massa de cada bolo e fazer bolos mais pequenos.

Risotto de Cogumelos Silvestres & Entrudo Chocalheiro de Podence

19 Abr

Já aqui referimos anteriormente a importância que têm para nós as viagens – qualquer uma acaba sempre por nos transformar um bocadinho. A importância de viajar vai muito para além da experiência sensorial  (ou mesmo espiritual) que encontramos ao chegar. Tem também outros dois lados interessantes: 1º a luta entre o nosso imaginário construído a partir do que lemos, vimos e estudámos sobre o destino, e aquilo que acabamos por encontrar realmente; 2º as memórias selectivas que guardamos à posteriori, que são também realidades muito pessoais (e por vezes distorcidas) e que são efectivamente o que confere um valor único a cada viagem: o que levamos dela nas nossas memórias.

caretos em acçãoNo último Carnaval, tivemos a oportunidade de vivenciar ao longo de 3 dias um dos Carnavais mais místicos de Portugal – e também um dos mais antigos, tradicionais e genuínos do nosso país. Estamos a falar do Entrudo Chocalheiro de Podence, em Macedo de Cavaleiros – bem junto à albufeira do Azibo, de uma beleza natural admirável. A maior parte das pessoas só conhece este entrudo pela presença dos caretos.

caretos e os paparazziHabitualmente por estas alturas as pessoas deslocam-se no Domingo a Podence, e lá tiram umas quantas fotografias mais ou menos artísticas aos caretos, enquanto as crianças ou as mulheres fogem das “criaturas do diabo”. Menos são as pessoas que participam efectivamente nos vários dias das festas, e têm a oportunidade de perceber um pouco mais o pulsar do entrudo chocalheiro. Para além dos caretos, há concertos, bailaricos, animação de rua, passeios, casamentos pregueiros, montarias, desfiles, merendas e jantares comunitários, raids fotográficos, queimadas, mostras e vendas de produtos regionais…

queimadaO irritante tempo (frio e chuva) de 2013 acabou por desmobilizar a romaria de muitos visitantes, deixando este ano Podence mais entregue às pessoas locais. Nada que impedisse o decorrer da festa como planeado. As gentes aqui estão habituadas ao clima hostil, frio e húmido nesta altura do ano. A festa fez-se várias vezes madrugada dentro, independentemente de nevar ou chover, fazer frio ou…frio.

Se bem que os caretos já fizessem parte do nosso imaginário criado pelo que lemos e vimos, a forma genuína com que as pessoas de Podence dão vida a este Carnaval, e transformam-no em algo que só se encontra aqui, fica na nossa memória como uma relíquia a preservar: em especial o pregão casamenteiro, a partilha de merendas, jantares e bebidas quentes a meio da noite (altamente potentes!) para combater o frio, e claro a inclusão de um leque de actuações na noite de segunda-feira que só podia ser marcante: Roncos do Diabo, e Xiribi Show.

A energia dos roncos do DiaboSe os Roncos do Diabo são uma banda enérgica dentro do que se esperava, o Xiribi Show foi para nós algo de surpreendente e…único. Quando alguém chega de carro preto chique, com seguranças, e se vê todo o público ao rubro mal entra em palco…só pode ser alguém importante: é o Xiribi Show.

Uma paródia bem disposta ao vedetismo pop star português, que assentou que nem uma luva neste Carnaval.

Bom…foi também nestas festas que nos decidimos a participar num passeio micológico pela Albufeira do Azibo.

passeio micológico no AziboA oportunidade perfeita para entrarmos no mundo dos cogumelos silvestres, pela mão de um verdadeiro apaixonado e profundo conhecedor – o sr. Porfírio Lima.

passeio micológico com Porfírio LimaA paixão é partilhada com a restante família – assim sendo, no fim do passeio, nada melhor do que provar umas deliciosas iguarias de cogumelos (incluindo uma muito gostosa e quente sopa de cogumelos) preparadas pela sua esposa.

passeio micológico e cogumelos

Aproveitámos para trazer um pequeno saco de cogumelos da espécie Boletus aereus (Cabeça de Negro), que tivémos agora a oportunidade de provar num risotto. Os cogumelos Cabeça de Negro foram-nos recomendados pelo Sr. Porfírio como sendo uns cogumelos muito saborosos para preparar um risotto (e realmente foram!), mas a receita que aqui fica pode facilmente ser adaptada a outras espécies de cogumelos.

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Ingredientes (2 pessoas)

– 30 g de cogumelos Cabeça de Negro (Boletus aereus) secos
– 125 g de arroz arbóreo
– 200 ml de vinho branco
– 1 litro de caldo de carne quente(quantidade aproximada e a ajustar em função do arroz utilizado)
– 1 dente de alho
– 1 cebola pequena
– 50 de queijo (neste versão usou-se um queijo regional de vaca e ovelha)
– 1 colher de chá de manteiga
azeite de alecrim, tomilho e louro Mercearia Caseira q.b.
– salsa fresca q.b.
– pimenta preta q.b.
– sal q.b.

Preparação

Colocar os cogumelos numa taça e cobri-los com água tépida para hidratarem. Quando os cogumelos estiverem hidratados, escorrer a água.
Numa frigideira juntar o alho picado finamente e o azeite de alecrim, tomilho e louro, e saltear rapidamente os cogumelos durante cerca de 2 minutos. Reservar.
Num tacho, refogar a cebola picada finamente com o azeite de alecrim, tomilho e louro, até a cebola ter amolecido.
De seguida juntar o arroz, envolver bem, e adicionar uma concha do caldo de carne, mexendo bem. Juntar o vinho branco e envolver, até o líquido ser absorvido.
Aos poucos, ir adicionando o caldo de carne, mexendo regularmente, até o líquido anterior ser absorvido, e verificando a cozedura do arroz.
Quando o arroz estiver quase cozido, juntar os cogumelos, e continuar o procedimento anterior até o arroz estar totalmente cozido (o que demora entre 20 a 30 minutos em função do arroz usado).
Retirar o tacho do lume e juntar o queijo, a manteiga e salsa fresca picada, envolvendo bem.
Temperar com pimenta preta e retificar o sal.
Servir polvilhado de salsa fresca.

A acompanhar, abriu-se um respeitoso vinho tinto de 2001 da casta mais marcante do nosso país: Touriga Nacional. Esta produção das Caves Velhas é um vinho monocasta da região da Estremadura. Macio, estruturado (mas não em demasia) e redondo, perfeito para equilibrar a gordura do risotto.

careto

Francesinha com ovo estrelado

8 Mar

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Não se pode dizer que a francesinha seja o prato mais saudável do mundo, mas que sabe bem, sabe! E uma de vez em quando (como tudo o que é comido com moderação), não faz assim tanto mal… A francesinha é uma imagem de marca da gastronomia do Porto. Já foi até considerada uma das dez melhores sanduíches do Mundo, e muitas são as discussões por onde se come a melhor francesinha no Porto. Há por aqui opiniões?

Nem se consegue perceber bem, aliás, porque não se internacionaliza o negócio da francesinha. Francesinha franchisada (soa a pleonasmo, mas não é), para concorrer com as sanduíches e os hamburgers espalhados pelo Mundo. Porque não?!  Fica a ideia…

Bom…mas cá por casa, de vez em quando, fazem-se francesinhas… a lembrar o Porto…. Algumas são feitas na versão mais original, noutras, como a de hoje, alguma da charcutaria tipicamente de porco é substituída por perú.

Ingredientes (2 francesinhas):

(Molho, adaptado Sabor Intenso)*

– 2 cebolas picadas
– 3 dentes de alho picados
– 20 g de margarina
– 1 folha de louro
– 50g de bacon
– 4 colheres de sopa de polpa de tomate
– 2 dl de vinho branco
– ½ litro de cerveja
– 2 dl de caldo de carne (caseiro, ou dissolver um cubo de caldo de carne em 2 dl de água)
– 2 colheres de sopa de sopa instantânea de marisco
– ½ dl de vinho do Porto
– ½ dl de whisky
– piri-piri q.b.

(Sanduíche)

– 6 fatias de pão de forma ligeiramente torrado
– 2 bifes de novilho finos
– 4 salsichas de perú
– 2 linguiças
– 4 fatias de mortadela de perú
– 4 fatias de fiambre de perú
– 10 fatias de queijo flamengo
– 2 ovos
– sal q.b.
– pimenta preta q.b.
– azeite q.b.

Preparação:

(Molho)

Picar finamente a cebola e o alho. Levar a refogar com a margarina, o louro e bacon.
Quando estiver refogado, juntar a polpa de tomate e o vinho branco. Deixar ferver.
Quando estiver a ferver, juntar a cerveja e deixar cozinhar em lume brando durante 15 minutos.
Dissolver a sopa instantânea no caldo de carne e, ao fim dos 15 minutos, juntar ao molho anterior, deixando ferver. Retirar do lume.
Retirar o bacon e o louro, e triturar com a varinha mágica.
Levar novamente ao lume e adicionar o whisky e o vinho do Porto.
Temperar com piri-piri a gosto e deixar ferver durante 2 minutos.
Retirar do lume e reservar.

(Sanduíche)

Temperar os bifes com sal e pimenta.
Aquecer o azeite numa frigideira, e fritar os bifes.
Juntar as salsichas para dourar um pouco.
Cortar as salsichas ao meio (no sentido longitudinal).
Cortar a linguiça em quatro partes (ao meio no sentido transversal e ao meio no sentido longitudinal).
Num prato que possa ir ao forno, colocar uma fatia de pão torrado no fundo, um bife, a linguiça e 2 fatias de mortadela de perú. Cobrir com mais uma fatia de pão torrado, e por cima colocar metade das salsichas, 2 fatias de fiambre de perú. Terminar com mais uma fatia de pão torrado. Cobrir com 5 fatias de queijo flamengo.
Repetir o processo para a outra francesinha.
Levar ao forno (cerca de 200 ºC) para gratinar, por aproximademente 5 minutos.
Entretanto, estrelar os ovos com um pouco de azeite.
Quando o queijo estiver derretido, colocar o molho quente por cima e terminar com o ovo estrelado, polvilhado com um pouco de pimenta.**

Acompanhar com batatas fritas.

* Esta quantidade de molho costuma ser suficiente para quatro francesinhas aqui por casa, por isso costumo congelar metade, que fica pronta para uma próxima francesinha.
** Costumo colocar palitos na francesinha, que ajudam a comê-la sem que se desmanche toda.

A cataplana e um “cozido à portuguesa”

25 Jan

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A cataplana mora cá em casa há poucos meses. Há muito que constava na lista de desejos e (finalmente!) em Setembro o desejo foi concedido. Desde que chegou já foi usada para preparar os mais diversos pratos de carne e de peixe (alcatra, tamboril, atum, …) e o resultado final foi sempre muito saboroso.

Esta panela típica da região algarvia parece ter sido trazida para Portugal por influência árabe do Norte de África. Originalmente a cataplana era feita à base de cobre,  mas hoje em dia já se encontram em aço-inox, mais adaptada aos fogões “modernos”. A sua forma, de duas panelas concâvas fechadas , permite-lhe uma cozedura através da circulação de vapor que realça os sabores de alimentos. Há até quem diga que a cataplana é uma “panela de pressão primitiva”! Cozinhar na cataplana torna-se prático, simples e rápido, porque se podem fazer pratos completos utilizando um único tacho. E admitamos é bom ter pouca louça para lavar, não é?

Com a ideia da cataplana ser uma “panela de pressão primitiva”, foi-se formando uma outra ideia para uma utilização pouco convencional da cataplana. Porque não usá-la para um “cozido à portuguesa”?

Sim, isto não é um verdadeiro cozido à portuguesa com todos os modos e preparos que lhe estão associados, mas como cá por casa somos só dois fazer um cozido parecia uma tarefa da qual iam resultar muitos tachos e comida para muitas refeições…

Assim, hoje não fica aqui uma receita completa, mas sim uma sugestão para um uso diferente da cataplana, utilizada para fazer um prato que nos aquece nestes dias de frio e chuva.

O nosso cozido levou entrecosto e chispe (que foram salgados no dia anterior), carne de vaca, galinha, chouriço de carne, chouriço de sangue, farinheira, couve portuguesa, couve lombarda, cenoura, abóbora, nabo e batata. Foi a cozinhar durante cerca de 1 hora na cataplana, com as carnes por baixo, seguidas dos legumes e os chouriços por cima. Um pouco de água no fundo e um pouco de sal (muito pouco, porque as carnes de porco e os chouriços já estão salgados) nos legumes. A meio do processo algum do caldo que se foi formando foi aproveitado para fazer um arroz. Estava tão bom!

Perdiz recheada com farinheira, cogumelos e nozes

14 Jan

perdiz recheada
Cozinhar é um prazer. Assim como saborear calmamente uma boa refeição. Quando se junta o prazer de preparar uma boa refeição com o prazer de a saborear em seguida, geralmente o resultado é superior à soma das partes. Serve isto para explicar que a receita a seguir partilhada não é de todo aconselhada a pessoas que procuram uma boa refeição com mínimo esforço. O resultado é óptimo, mas pode lançar a questão: “valerá o esforço?” – vale com certeza, desde que cozinhar seja também um passatempo, um prazer, e não um castigo, obrigação. E no fim, um prato inesquecível para saborear calmamente, com um bom vinho.

A perdiz é conhecida como “a raínha da caça menor”. Difícil de preparar, esta perdiz de caça recheada acompanha bem com um vinho tinto intenso e com boa acidez. Na garrafeira caseira apareceu um potente Quinta da Mimosa 2009, que não sendo fantástico, muito bom e  acompanhou o prato na perfeição. Muitas notas de frutos vermelhos e madeira com notas de baunilha, que resultaram de forma fantástica com o molho com framboesas e nas batatas assadas com azeite baunilhado.

Segue então a (pesada) receita, que envolve as mais diversificadas técnicas, entre as quais: depenar, chamuscar, desossar, coser, corar, estufar, refogar…

Ingredientes (2 pessoas):

– 2 perdizes de caça, 350 g cada

(para a marinada:)
– 1.5 chávena de chá de vinho branco
– 2 colheres de café sal
– 1 colher de café de pimenta preta moída na hora
– 2 folhas pequenas de louro
– 2 folhas de lúcia-lima fresca
– 1/2 cálice de aguardente velha
– 1 cálice de vinho do Porto
– 1 pitada de cominhos
– 1 pitada de açafrão
– 1 pitada de noz moscada
– 3 dentes de alho espremidos

(para o recheio)
– 200 g de farinheira
– 5 cogumelos brancos grandes (mais ou menos 130g de cogumelos) cortados em pedaços
– 15 g de nozes picadas
– 1 colher de sopa rasa de salsa picada

(para o caldo de perdiz)
– 1 cebola pequena picada finamente
– 2 chalotas pequenas picadas finamente
– 1 fio de azeite
– 1 copo de água

(para o estufado)
– 60 g de bacon fumado cortado aos bocados
– 1/2 cenoura
– 1 fio de azeite

(para o molho)
– 1 colher de chá de alecrim
– 1 pitada de sal
– 1 pitada de pimenta
– 2 a 3 colheres de sopa de framboesas
– 1 colher de café de açúcar
– 1/2 chávena de vinho do Porto

Preparação:

a) Arranjar as perdizes
Depenar as perdizes e chamuscar para tirar a penugem. De seguida, lavar para tirar os resíduos da queima.
Cortar a cabeça e as pontas das asas e patas
Abrir as perdizes ao meio, limpá-las e desossá-las. Os ossos devem ser reservados para o caldo.

b) Marinada
Misturam-se todos os ingredientes e juntam-se com as perdizes numa tigela, deixando-se marinar no frigorífico durante 12 horas.

c) Caldo de perdiz
Refogar a cebola e chalotas em azeite durante 5 minutos até estarem louras.
De seguida, juntar os ossos das perdizes e refogar mais 3 minutos.
Juntar um copo de água e deixar ferverdurante cerca de 20 minutos.
Ao fim deste tempo, retirar os ossos e reservar a cebola e as chalotas juntamente com  o caldo.

d) Rechear perdizes
Cortar os cogumelos e salteá-los brevemente num fio de azeite. Reservar.
Colocar a farinheira num tacho com água fria e deixar ferver durante 5 minutos.
Retirar a pele da farinheira cozida e misturá-la com os restantes ingredientes do recheio, os cogumelos salteados, a salsa e as nozes picadas.
Retirar a perdiz da marinada, reservando a marinada para ser usada posteriormente no estufado.
Colocar o recheio nas perdizes e coser cuidadosamente a pele com recurso a fio e agulha.

e) Estufar as perdizes
Corar / dourar as perdizes recheadas numa frigideira com um fio de azeite. Reservar as perdizes.
Na mesma frigideira, dourar o bacon, e juntar o caldo das perdizes, juntamente com a cebola, e a cenoura cortada em cubos.
Colocar as perdizes no tacho com a costura virada para cima. Regar com a marinada, retirando as folhas de lúcia-lima.
Tapar o tacho e deixar cozinhar lentamente durante 30 minutos.

f) Molho de framboesas e vinho do Porto
Retirar 2 chávenas do estufado das perdizes e colocar num tacho com os restantes ingredientes para o molho.
Deixar reduzir em lume brando durante 15 minutos (até engrossar), mexendo sempre.
Corrigir o tempero (com sal e pimenta), se necessário.

g) Empratamento e acompanhamentos
No nosso caso, serviu-se a perdiz e o molho com batatas baunilhadas e puré de grelos.

Done!

Terra e Mar: Lombos de rodovalho com puré de ervilhas e beterraba

26 Nov

Quem gosta de ver bons mercados de frescos, tem o mercado da Costa Nova (Aveiro) como uma referência em Portugal. Há umas semanas surgiu a oportunidade de lá passarmos, e não resistimos a tanta tentação junta…enguias, camarão de espinho, percebes, lulas, polvos…tamboril e o seu fígado…e claro, um rodovalho.

Até prova em contrário, o mercado da Costa Nova será porventura o melhor mercado de peixe fresco em Portugal em termos de diversidade de espécies, frescura e disponibilidade, sem perder o seu carácter genuíno.

Mas voltando ao tal rodovalho, este é um peixe relativamente desconhecido entre a maioria dos portugueses, e nas poucas pessoas que o conhecem, muitas confundem-no com o pregado. Há até teorias que apontam para nomes diferentes atribuídos à mesma espécie, consoante a zona do País (rodovalho no Norte, e pregado no Sul)…mas pregado e rodovalho são peixes “primos” (da mesma família), de espécies diferentes.

Metade do rodovalho proveniente da Costa Nova foi simplesmente grelhado na brasa, e o resultado foi óptimo, como não podia deixar de ser. A outra metade foi aproveitada para a receita que aqui  partilhamos. Uma receita simples, que faz a ligação entre a terra (ervilhas e beterraba), e o mar (rodovalho), e o casamento é bem feliz.

Ingredientes (2 pessoas)

– 2 lombos de rodovalho com cerca de 180 g cada um
– 400 g de ervilhas
– 1 beterraba média
– sal q.b.
– pimenta branca q.b.
– manteiga q.b.
– azeite q.b.
– leite q.b.
– salsa fresca q.b.

 Preparação

(Puré de ervilhas e beterraba)

Corte a beterraba em pequenos cubos e coza juntamente com as ervilhas em água temperada com sal.
Quando as ervilhas e a beterraba estiverem cozidas, escorra a água e reduza a puré.
Adicione um pouco de manteiga e de leite até obter a consistência desejada, e envolva bem.
Retifique os temperos e leve a lume brando por 1 a 2 minutos.

(Lombos de  rodovalho)

Tempere os lombos de rodovalho com um pouco de sal e pimenta.
Aqueça a frigideira com um pouco de manteiga e de azeite.
Quando estiver bem quente coloque o peixe com a pele virada para baixo e deixe cozinhar cerca de 3-4 minutos. Vire o peixe e deixe cozinhar cerca de 2 minutos do outro lado, até estar totalmente cozinhado.
Sirva acompanhado do puré de ervilhas e beterraba e polvilhado com salsa fresca picada.

Beringelas recheadas

5 Nov

Às vezes as refeições cá por casa não têm carne, nem peixe.
Há umas décadas (nos anos 70), quando o movimento vegetariano começou a crescer fortemente, a beringela passou a ser um vegetal “mainstream”. Isto porque a sua textura e gosto suave (especialmente quando frita) possibilita uma imitação de alguns tipos de carne, como o frango.
Mas a verdade é que continuam sempre a existir pessoas que não gostam beringela, assim como pessoas que…têm medo dela. Muitos cozinheiros têm receio em utilizá-la na cozinha, ou porque não sabem como cozinhá-la, ou porque lêem algumas receitas que sugerem salgar e secar antes de utilizar, para remover um suposto misterioso e pouco apetitoso travo amargo…
O primeiro passo para ultrapassar esse preconceito, passa pela aceitação: a beringela é mesmo boa tal como é. A maior parte das beringelas hoje têm poucas sementes, e são colhidas relativamente cedo, pelo que o travo a amargo é um falso problema.
A questão de serem esponjosas, ou oleosas, é na realidade uma virtude e não um defeito: potencia a absorção de sucos e sabores na confecção.
A beringela é um vegetal bastante interessante, e que não necessita de grande ciência para cozinhar. Pode simplesmente ser adicionada para cozer numa sopa de legumes, ou cozinhada num grelhador forte ou forno a temperatura elevada, com azeite, ervas aromáticas e especiarias. Pode até ser grelhada sem nada, para quem gosta…por vezes as pessoas deixam-na cozinhar tempo a menos, mas embora a pele exterior possa parecer começar a estorricar, o interior não será afectado, e ganhará até um paladar fumado que resulta muito bem, por exemplo, para ser adicionado a uma sopa.
Enfim, beringela…sem medos!

Ingredientes (3-4 pessoas)

– 2 beringelas grandes (*)
– metade da parte branca de um alho-francês
– 250-270 g de cogumelos brancos
– 1/2 cenoura
– 4 colheres de sopa de polpa de tomate
– 1/3 de copo de vinho branco
– 3-4 folhas grandes de manjericão (**)
– 1 colher de chá de caril
– 1 pitada de cominhos
– 100 g de queijo mozarela ralado
– azeite q.b.
– sal q.b.
– pimenta q.b.

Preparação

Cortar o alho-francês finamente e refogar com o azeite até amolecer.
Ralar a cenoura (ou cortar finamente em rodelas) e picar os cogumelos.
Cortar as beringelas ao meio e retirar o interior com a ajuda de uma colher (a colher dos gelados é uma boa ajuda!) tendo o cuidado de não furar a casca. Polvilhar o interior da casca com uma pitada de sal e reservar virado para baixo. Cortar a beringela em pedaços pequenos.
Juntar a beringela, a cenoura e os cogumelos ao refogado de alho-francês e saltear durante 1-2 minutos.
Picar as folhas de manjericão e adicionar, juntamente com os restantes ingredientes, ao preparado anterior, deixando cozinhar até os ingredientes estarem tenros e a maioria do líquido ter evaporado (cerca de 20 minutos).
Rechear as beringelas com este preparado.
Polvilhar com o queijo ralado e levar ao forno  a 180 ºC até dourar (no forno cá de casa demora cerca de 20-25 minutos).

Acompanhado de arroz basmati branco é uma refeição completa.

Esta receita também fica muito boa substituindo os cogumelos por cerca de 300 g de carne picada. A cenoura também pode ser substituída por abóbora e os mais gulosos podem acrescentar uma dose extra de queijo ao recheio.

(*) Beringelas da Quinta da Romeira
(**) O manjericão veio dos vasinhos da varanda

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