Arquivo | Outubro, 2013

Um batido para começar bem o dia

31 Out

???????????????????????????????

Quando se juntam uvas, morangos e laranja temos a combinação perfeita para começar bem o dia. Uma forma saudável, rápida e muito saborosa de comer fruta ao pequeno-almoço. Bom dia!

Ingredientes (2 pessoas)

– 1 copo de uvas pretas (aprox. 180-200 g)
– 1 copo de morangos (aprox. 180-200 g)*
– 1 laranja descascada
– 250 ml de leite (ou iogurte natural líquido, ou kefir)

Preparação

Descascar a laranja e partir em pedaços.
Lavar e arranjar os morangos e as uvas.
Colocar todos os ingredientes no liquidificador e bater até obter um batido.
Servir fresco.

*Aqui por casa costumamos congelar frutas na altura em que são mais abundantes, como é o caso dos morangos no Verão, e assim podemos saboreá-las ao longo de todo o ano.

Anúncios

A Mercearia na Feira do Jardim Botânico

18 Out

A Mercearia vai estar amanhã, dia 19 de Outubro, na Feira “A Cidade e as Serras” no Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Venham visitar-nos!

 

A-Cidade-e-as-Serras

O Chocante Mundo do Desperdício de Alimentos

4 Out
racionamento no Reino Unido, cartaz de 1941, em plena segunda guerra mundial

racionamento no Reino Unido, cartaz de 1941, em plena segunda guerra mundial

Algarve, pino do Verão. Hora de beber um café na esplanada, ver as vistas. Mas algo desvia a atenção e é completamente intrigante à nossa vista. Centenas de pães algarvios à porta de um supermercado. À espera da recolha para o lixo. Era só pão. Mas também aquilo era só o que estava à vista…

O problema do desperdício humano de alimentos atinge neste momento uma proporção mundial completamente inacreditável. Não estamos a falar de comida estragada, a apodrecer, em más condições de conservação. Nada disso. Estamos apenas a referir comida completamente saudável.

Lembro-me de ainda pequeno, ver como os meus avós alimentavam os animais. Lembro-me de porcos a serem alimentados com cascas de batata, e outros orgânicos que pura e simplesmente não eram utilizados no processamento lá de casa. Será que hoje as coisas são assim?

À escala global, a maioria das nações europeias e da América do Norte, disponibilizam em restaurantes e supermercados 150 a 200% das necessidades nutricionais das suas populações. Países como os Estados Unidos, têm nos restaurantes e supermercados o dobro do que é necessário para alimentar as suas pessoas.

Mas como se isto fosse pouco…sabemos também que o gado é opcionalmente engordado com diversos cereais como milho, soja e trigo, perfeitamente úteis para consumo humano, e o resultado no fim é… os países desenvolvidos terem um abastecimento de comida que supera em 3 ou 4 vezes as necessidades nutricionais da sua população.

Um terço dos alimentos produzidos em todo o mundo é desperdiçado, com um custo anual de 570 mil milhões de euros para a economia global, revela um relatório apresentado recentemente pela agência das Nações Unidas para a alimentação. Os alimentos produzidos mas não consumidos ocupam 30% da terra cultivada em todo o mundo. Ecologicamente fará sentido levar os recursos naturais ao limite para satisfazer o aumento de produção alimentar quando em alguns países se gasta 3 ou 4 vezes a mais o que é preciso? Enfim, mas isso dava outra discussão…

A discussão centra-se no desperdício alimentar. Diversos produtores deitam fora centenas de produtos hortículas e frutas simplesmente por questões estéticas, logísticas, económicas, entre outras. Ou porque há ervas daninhas misturadas e seria caríssimo separar. Ou porque as batatas são cosmeticamente imperfeitas – vão directamente para os porcos. Ou porque o tamanho da fruta é pequena. (Um caso concreto: uma quinta produtora de pêra rocha que resultou num calibre muito pequeno, e só conseguiu 10 cêntimos o quilo – nem paga a produção. Tomaram a iniciática peculiar de permitir a toda a gente ir à quinta apanhar a fruta por 25 cêntimos o quilo http://123cook.blogs.sapo.pt/64720.html).

Mas isto não se faz só na fruta e vegetais. O mesmo sucede com animais. Nas pescas, há toneladas de espécies de peixe – pelo menos 40% do peso pescado – que vêm à rede e são devolvidas ao mar, simplesmente porque o mercado não paga o suficiente para justificar levá-las para a lota. Nos matadouros, várias partes dos animais simplesmente são deitadas fora, porque o mercado nada paga por elas. Outro exemplo: tentem comprar molejas (glândulas do timo de animais como vitela ou borrego). Estão completamente fora do circuito comercial, apenas os magarefes (abatedores de gado) têm acesso a elas, ou vão para o lixo, ou ficam com elas para uns petiscos.

O mesmo sucede com outras partes consideradas menos nobres dos animais. São depois incineradas, ou utilizadas para alimentar cães.

Felizmente hoje vemos uma inversão, e há já diversos Chefs (Leonel Pereira, Ljubomir Stanisic) que na Alta Cozinha optam por trabalhar com estas partes menos nobres, e cada vez mais com as tais espécies de peixe que o mercado tradicional tende a rejeitar.

Vieiras e molejas pelo Chef Leonel Pereira

Vieiras e molejas pelo Chef Leonel Pereira

Saúda-se a o investimento que tem sido feito por entidades gestoras das pescas para incentivo ao consumo de cavala, um excelente peixe, abundante nas nossas costas, e que não temos sabido aproveitar condignamente. Este é na verdade um caso de sucesso.

Mas e nós, como podemos mudar isto? Será possível?

Seguramente que não é necessário recorrer ao radicalismo do freeganismo – movimento radical que boicota o consumo, optando por exemplo por recolher comida no lixo ao invés de adquirí-la.

O primeiro passo é aproveitarmos toda a comida que nos é colocada à disposição. E isto começa em nossas casas. Escrevo isto depois de ter jantado uma cataplana de bacalhau e gambas com ovos escalfados. Mas isto eram sobras de outro dia. Não se comeu a cataplana de bacalhau e gambas toda, as sobras não davam para dois – escalfaram-se 2 ovos no molho, e que magnífico jantar deu.

Outro dia assámos sardinhas e cavalas. Fomos muito generosos nas quantidades…não se estraga. Os filetes grelhados foram facilmente aproveitados para fazer um paté de cavala e sardinha, e comer no dia seguinte.

A partir de certa altura, é um jogo criativo – sabemos que se sobrar muito pouco, não dará para uma refeição. Mas se aumentarmos um pouco as quantidades, podemos depois jogar com as sobras e criar qualquer coisa interessante para outro dia. Outros exemplos poderiam ser dados para criação de tortilhas, empadas, lasanhas, croquetes, omeletes, pastelões, pizzas, sopas…tantos pratos que podem ser criados com sobras de vegetais, carne e peixe de dias anteriores.

Outra forma de maximizar a utilização dos nossos alimentos: se não puder ter ervas aromáticas em casa, porque não guardar a salsa, coentros e até alfaces que comprou em jarros de água, como se de flores se tratassem? Desse modo guardamos espaço no frigorífico para outros alimentos, e aumentamos largamente a durabilidade dos vegetais.

Não esquecer a utilização do congelador como recurso para congelar comida que sobrou, e poderá utilizar mais tarde. Ou aproveite para o almoço do dia seguinte.

Aproveite fruta mais velha para fazer smoothies, pão mais velho para fazer croutons, tomates maduros para molhos para lasanhas, pastas, etc.

Aproveite as pequenas quantidade de ossos e bocados de carne cozinhada, congelando-os, para mais tarde fazer um caldo de carne.

Não tenha vergonha de comer fruta feia. Se não a comer, estará a encorajar o desperdício.

milk_bottle

Outro mito é a questão dos prazos de validade da comida. Há milhões de pessoas que não sabem a diferença entre “consumir antes de” e “consumir de preferência antes de”. Como é óbvio, a última é uma data de referência. Passada essa data, não significa que seja lixo, ou pouco saudável comer. Nesses casos os alertas vermelhos devem ser nas alterações de cheiro e sabor, sendo a data um alerta amarelo. Por exemplo, os iogurtes duram mais 2 dias dentro do prazo sem problema. O leite UHT, idem. Em regra, quanto menos processado for o alimento mais tempo irá conservar-se sem alterações. O chocolate para culinária, por exemplo, pode ser usado sem qualquer preocupação (quando muito pode mudar a sua cor – embranquecer – mas não apresenta qualquer perigo para a saúde. Neste link pode esclarecer muitas dúvidas sobre os prazos de validade – http://www.gastronomias.com/noticia228.htm

Se para além destas questões, não tivermos vergonha de trazer a comida que não comemos no restaurante, e se tornarmos socialmente inaceitável que a legislação e as instituições pura e simplesmente rejeitem comida saudável e em bom estado, será possível inverter esta situação.

Sugestões concretas que podemos fazer aos nossos governantes?

Antigamente tínhamos animais em casa para aproveitar as sobras de comida. Se por exemplo, em vez de importarmos grandes quantidade de cereais para alimentar o gado, e recorrermos às sobras de alimentos cozinhados para alimentar animais como os porcos, e canalizarmos a produção de cereais apenas para as pessoas, seguramente estamos a ter uma opção muito mais racional, ambiental, e lógica. Isto é o mínimo, mas é possível ir mais longe.

Nós somos um animal terrestre, dependemos da nossa Terra para nos alimentarmos. Por agora vamos destruindo a nossa terra para produzir comida que ninguém come. Vamos reduzir o desperdício de comida?

123 Lets Cook!

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Mesa Marcada

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

http://blog.foodzai.com/

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Three Fat Ladies

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Technicolor Kitchen

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Tartelette

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Sabores da Alma

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Pratos e Travessas

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Outras Comidas

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

no soup for you

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Lume Brando

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

In the mood for food

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

gourmets {amadores}

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Receitas - From our home to yours - Português

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

figo lampo

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Elvira's Bistrot

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

De Cozinha em Cozinha passando pela Minha

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Cozinha com tomates

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

come-se

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Cinco Quartos de Laranja

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Cannelle et Vanille

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Baunilha e Caramelo

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

As Minhas Receitas

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Ardeu a padaria

viagens pelo mundo dos sabores sem sair de casa...

Caos na Cozinha

Experiências de uma cozinheira amadora, que gosta de experimentar coisas novas e tem muito jeito para a recriação de cenários de guerra na cozinha

%d bloggers like this: