Coisas irritantes em restaurantes

20 Set

waiter

Muita coisa pode correr mal quando resolvemos ir a um restaurante. Desde antes de entrar, até ao momento de pagar e sair. Neste post resolvemos listar algumas delas, as principais. Podem até ser só manias nossas, ainda assim, achamos que se todos os restaurantes do Mundo conseguissem evitar essas pequenas coisas, o Mundo seria certamente muito melhor J

Na realidade, esta nem sequer é uma lista fechada…será normal que vá sendo actualizada ao longo do tempo, à medida que vamos descobrindo mais coisas irritantes em novos restaurantes.

– estamos simplesmente a ver a carta à porta do restaurante, e de repente surge um empregado a pressionar, e a perguntar se temos alguma dúvida…- “sim, temos – a profissão do senhor é espantar possíveis clientes?”

– procuramos pela carta à porta do restaurante, mas ela não existe. Será que é mesmo um restaurante, ou uma cozinha para amigos?

– fazemos uma reserva, mas ao chegar ao restaurante, afinal temos de esperar por mesa livre. Parece que o overbooking não é só nos aviões e nos hotéis…

– resolvemos reservar mesa de não-fumadores, que afinal é uma pequeníssima área do restaurante. É castigo – se não fuma, pode ficar num ambiente claustrofóbico com 1 m3 de oxigénio, que é para não se armar em fino.

– depois de vermos a carta, decidimos fazer o pedido, mas dizem-nos que aquilo que queríamos afinal já não há… “ainda não tivemos tempo de actualizar a lista” – então avisem no momento em que a dão ao cliente!

– o empregado tem um incrível cheiro a tabaco e / ou a suor. Nada mais sedutor no início de uma refeição…

– pedimos coca cola, mas só há pepsi…(sim, porque existirem as duas num restaurante seria uma coisa impensável)

– pedimos vinho a copo, mas não existe…(e se quer beber, bebe 75cl como gente grande)

– pedimos um jarro de 1L de sangria, mas reparamos que no fim dá para encher míseros 2 copos, já que 75% é gelo e bocados de fruta (se esperar 1 hora que o gelo derreta, fico com mais sangria…e se pedir uma liquidificadora ainda faço um batido com a fruta da sangria)

– acabamos de nos sentar, e de seguida somos bombardeados com 10 diferentes couverts e entradas, quando não pedimos nenhum deles…mandamos todos para trás, e o empregado tira-os com má cara. Sim, porque quem vai a um restaurante tem sempre de comer umas azeitoninhas e um paté. Se não comer é porque é um tanso…

– pedimos sopa, que é servida a 100ºC. Depois de metermos uma colher à boca, percebemos que não pedimos sopa mas sim lava de vulcão acabada de sair…tal é a temperatura!

– aguardamos 1 hora pela chegada da comida…efectivamente, se vamos a um restaurante, é porque não temos pressa. Se tem pressa, coma uma sandocha na área de serviço.

– ah, e a música…(a música que já foi tema aqui para outro post) nada melhor do que ouvir música (e a bom volume) num restaurante. Que chique! especialmente se for pan pipes…

– chamamos o empregado que permanentemente faz de conta que não vê. Se calhar é só distraído…

– quando chegam os pratos, nem todos são servidos, ficando uma ou duas pessoas outra meia-hora à espera. Geralmente acontece sempre com as pessoas que fazem o pedido mais simples de todos, tipo o prato do dia…

– depois de todos serem servidos, percebe-se que 1 ou 2 pedidos foram mal assentes, resultando em pratos diferentes para essas pessoas…e para chatear ainda mais, trouxeram carne a um vegetariano…

– entretanto a comida já chegou, mas as bebidas, que deviam ser a primeira coisa a serem servidas, só surgem a meio da refeição. Na realidade a comida já tem uma elevada percentagem de água, portanto também não há-de ser por aí que morremos à sede.

– a mais irritante de todas: pedimos um naco de carne grelhada, perguntam-nos como queremos a carne, dizemos média, e vem super-seca, ou em sangue (mais valia não perguntarem…)

– as batatas fritas são congeladas – para isso íamos ao McDonald’s

– o prato é servido de tal forma cheio com guarnição que precisamos de uma pá para escavar e encontrar a carne debaixo de tudo…

– ainda nem todos acabaram de comer, já o empregado está a levantar os pratos – é que os pratos devem ser poucos e é lavá-los rapidamente para servir noutra mesa…

– pedimos a carta de sobremesas, mas o empregado faz questão de enunciar as sobremesas de cor. Mas como não sabemos o preço, queremos mesmo a lista…paciência!

– quando vemos a carta (gigante), percebemos que das 50 sobremesas diferentes, 45 delas são provenientes de marcas de gelados (aaah, a bela da vienetta…), e só 5 são sobremesas efectivamente da casa

– pedimos uma bola de gelado, que quando chega à mesa já vem completamente derretida…

– Pedimos a conta. Quando vemos, somos surpreendidos por umas quantas surpresas incluídas: água de 1.5L em vez de 0.5L; garrafa de vinho de 0.75L em vez de 0.375L; 3 doses em vez de 2…entre outras coisas que vá-se lá saber porquê, são sempre enganos para cima e nunca para baixo…

– Depois de pedir a conta, pedimos então a factura com o nosso NIF. E agora a cereja no topo do bolo: “ah, devia ter pedido a factura previamente antes de eu ter emitido uma factura simplificada quando pediu a conta”. Claro. Como é que não me lembrei, afinal de contas pedir uma factura é um acontecimento. Um happening. Algo de verdadeiramente especial.

– Tentamos pagar com multibanco, mas…não há! Temos de ir à rua, a 500 metros, levantar dinheiro e simpaticamente pagar a conta, porque essa coisa do pagamento por cartão é um luxo do século 20 que ainda não chegou a todos os lados.

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