Arquivo | Abril, 2013

Gin tónico e tostas mistas – um lanche para adultos

26 Abr

Gin_Tostas

Nos últimos tempos, temos assistido a uma crescente apetência dos portugueses para com o gin, especialmente os “gin premium”. Enquanto o consumo de whisky parece ter diminuído nos últimos anos, o gin segue exactamente um percurso inverso. Este “hype” à volta do gin percebe-se ao analisar que em Portugal, para além de sermos já um dos 10 principais países no consumo desta bebida para algumas marcas “premium”, muitas outras parecem agora surgir no mercado, com estratégias de marketing mais ou menos agressivas (ainda há uns meses estivemos numa prova de lançamento de uma marca de gin, por exemplo…), e garrafas com design marcadamente atraentes…nós aqui por enquanto ficamo-nos pelo material ainda existente, o “old fashioned” Bombay Sapphire.

Entretanto, os dias que agora se prolongam e as tardes quentes de Sol trazem lembranças de viagens passadas, que apetecem recordar. Um gin tónico e uma tosta mista fazem lembrar os fins-de-tarde no Faial e a esplanada do Peter’s.

Este é um lanche para adultos (que deve ser tomado com moderação)…

E para aqueles que não têm tostadeira (como é o caso aqui por casa), aqui fica a dica: as tostas ficam igualmente boas usando uma simples frigideira anti-aderente e uma tampa ou espátula para fazer pressão! Basta aquecerem a frigideira, colocarem a sandes (feita com pão caseiro, queijo e fiambre) e irem pressionando, primeiro de um lado e depois do outro durante alguns minutos, até o pão estar tostado e o queijo derretido. A ideia foi tirada daqui e funciona na perfeição!

Gin tónico: Ingredientes (por pessoa)

60 ml de gin tónico de qualidade
– 150 ml de água tónica (a água tónica da Schweppes é boa)
– 1/2 lima cortada em meias luas
– 6 cubos de gelo

Preparação

Colocar os cubos de gelo num copo alto, adicionar o gin e a lima, finalizando com a água tónica.

Simples!

Risotto de Cogumelos Silvestres & Entrudo Chocalheiro de Podence

19 Abr

Já aqui referimos anteriormente a importância que têm para nós as viagens – qualquer uma acaba sempre por nos transformar um bocadinho. A importância de viajar vai muito para além da experiência sensorial  (ou mesmo espiritual) que encontramos ao chegar. Tem também outros dois lados interessantes: 1º a luta entre o nosso imaginário construído a partir do que lemos, vimos e estudámos sobre o destino, e aquilo que acabamos por encontrar realmente; 2º as memórias selectivas que guardamos à posteriori, que são também realidades muito pessoais (e por vezes distorcidas) e que são efectivamente o que confere um valor único a cada viagem: o que levamos dela nas nossas memórias.

caretos em acçãoNo último Carnaval, tivemos a oportunidade de vivenciar ao longo de 3 dias um dos Carnavais mais místicos de Portugal – e também um dos mais antigos, tradicionais e genuínos do nosso país. Estamos a falar do Entrudo Chocalheiro de Podence, em Macedo de Cavaleiros – bem junto à albufeira do Azibo, de uma beleza natural admirável. A maior parte das pessoas só conhece este entrudo pela presença dos caretos.

caretos e os paparazziHabitualmente por estas alturas as pessoas deslocam-se no Domingo a Podence, e lá tiram umas quantas fotografias mais ou menos artísticas aos caretos, enquanto as crianças ou as mulheres fogem das “criaturas do diabo”. Menos são as pessoas que participam efectivamente nos vários dias das festas, e têm a oportunidade de perceber um pouco mais o pulsar do entrudo chocalheiro. Para além dos caretos, há concertos, bailaricos, animação de rua, passeios, casamentos pregueiros, montarias, desfiles, merendas e jantares comunitários, raids fotográficos, queimadas, mostras e vendas de produtos regionais…

queimadaO irritante tempo (frio e chuva) de 2013 acabou por desmobilizar a romaria de muitos visitantes, deixando este ano Podence mais entregue às pessoas locais. Nada que impedisse o decorrer da festa como planeado. As gentes aqui estão habituadas ao clima hostil, frio e húmido nesta altura do ano. A festa fez-se várias vezes madrugada dentro, independentemente de nevar ou chover, fazer frio ou…frio.

Se bem que os caretos já fizessem parte do nosso imaginário criado pelo que lemos e vimos, a forma genuína com que as pessoas de Podence dão vida a este Carnaval, e transformam-no em algo que só se encontra aqui, fica na nossa memória como uma relíquia a preservar: em especial o pregão casamenteiro, a partilha de merendas, jantares e bebidas quentes a meio da noite (altamente potentes!) para combater o frio, e claro a inclusão de um leque de actuações na noite de segunda-feira que só podia ser marcante: Roncos do Diabo, e Xiribi Show.

A energia dos roncos do DiaboSe os Roncos do Diabo são uma banda enérgica dentro do que se esperava, o Xiribi Show foi para nós algo de surpreendente e…único. Quando alguém chega de carro preto chique, com seguranças, e se vê todo o público ao rubro mal entra em palco…só pode ser alguém importante: é o Xiribi Show.

Uma paródia bem disposta ao vedetismo pop star português, que assentou que nem uma luva neste Carnaval.

Bom…foi também nestas festas que nos decidimos a participar num passeio micológico pela Albufeira do Azibo.

passeio micológico no AziboA oportunidade perfeita para entrarmos no mundo dos cogumelos silvestres, pela mão de um verdadeiro apaixonado e profundo conhecedor – o sr. Porfírio Lima.

passeio micológico com Porfírio LimaA paixão é partilhada com a restante família – assim sendo, no fim do passeio, nada melhor do que provar umas deliciosas iguarias de cogumelos (incluindo uma muito gostosa e quente sopa de cogumelos) preparadas pela sua esposa.

passeio micológico e cogumelos

Aproveitámos para trazer um pequeno saco de cogumelos da espécie Boletus aereus (Cabeça de Negro), que tivémos agora a oportunidade de provar num risotto. Os cogumelos Cabeça de Negro foram-nos recomendados pelo Sr. Porfírio como sendo uns cogumelos muito saborosos para preparar um risotto (e realmente foram!), mas a receita que aqui fica pode facilmente ser adaptada a outras espécies de cogumelos.

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Ingredientes (2 pessoas)

– 30 g de cogumelos Cabeça de Negro (Boletus aereus) secos
– 125 g de arroz arbóreo
– 200 ml de vinho branco
– 1 litro de caldo de carne quente(quantidade aproximada e a ajustar em função do arroz utilizado)
– 1 dente de alho
– 1 cebola pequena
– 50 de queijo (neste versão usou-se um queijo regional de vaca e ovelha)
– 1 colher de chá de manteiga
azeite de alecrim, tomilho e louro Mercearia Caseira q.b.
– salsa fresca q.b.
– pimenta preta q.b.
– sal q.b.

Preparação

Colocar os cogumelos numa taça e cobri-los com água tépida para hidratarem. Quando os cogumelos estiverem hidratados, escorrer a água.
Numa frigideira juntar o alho picado finamente e o azeite de alecrim, tomilho e louro, e saltear rapidamente os cogumelos durante cerca de 2 minutos. Reservar.
Num tacho, refogar a cebola picada finamente com o azeite de alecrim, tomilho e louro, até a cebola ter amolecido.
De seguida juntar o arroz, envolver bem, e adicionar uma concha do caldo de carne, mexendo bem. Juntar o vinho branco e envolver, até o líquido ser absorvido.
Aos poucos, ir adicionando o caldo de carne, mexendo regularmente, até o líquido anterior ser absorvido, e verificando a cozedura do arroz.
Quando o arroz estiver quase cozido, juntar os cogumelos, e continuar o procedimento anterior até o arroz estar totalmente cozido (o que demora entre 20 a 30 minutos em função do arroz usado).
Retirar o tacho do lume e juntar o queijo, a manteiga e salsa fresca picada, envolvendo bem.
Temperar com pimenta preta e retificar o sal.
Servir polvilhado de salsa fresca.

A acompanhar, abriu-se um respeitoso vinho tinto de 2001 da casta mais marcante do nosso país: Touriga Nacional. Esta produção das Caves Velhas é um vinho monocasta da região da Estremadura. Macio, estruturado (mas não em demasia) e redondo, perfeito para equilibrar a gordura do risotto.

careto

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Experiências de uma cozinheira amadora, que gosta de experimentar coisas novas e tem muito jeito para a recriação de cenários de guerra na cozinha

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