Archive | Março, 2013

A que horas o Mundo come?

27 Mar

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“Encontramo-nos a que horas? Às 20h?…é muito tarde? Que tal às 17h00? Hein??”

Bom, se é verdade que este blog tem como principal tema “fazer viagens gastronómicas sem sair de casa”, não deixa também de ser verdade que para nós, viaja m…IR… é também um prazer incondicional.

E quando vamos a algum lado, por vezes somos confrontados com realidades bem diferentes das nossas, podemos mesmo ser apanhados desprevenidos – as horas das refeições, são uma das situações que nos podem surpreender…e neste aspecto, a surpresa quase sempre resulta mal: podemos bater com o nariz na porta de restaurantes, ou simplesmente não arranjar mesa por estar tudo cheio.

Já aconteceu chegar a um restaurante Brest (França) às 21h00, e percebi que já se estava a lavar o chão…foi então que percebi que nesse dia já não ía jantar…

Neste preciso momento, o que despoletou este post, foi mesmo a familiarização com almoços às…11h30. E o jantar às 17h00! Loucura? Não…realidade, pelo menos na Noruega. É certo que há já alguma flexibilidade de muitos restaurantes, mas os hábitos culturais são assim mesmo. Sair do trabalho às 15h30 / 16h00, para jantar 2 horas depois aquela que é a refeição principal. Pode parecer loucura, mas se imaginarmos que os Países escandinavos são países muito frios, se calhar a vontade de por exemplo saír à rua para jantar às 20h00, já não é muita.

Já para os nossos vizinhos espanhóis, a coisa é bem diferente. Para os espanhóis as refeições são realmente um prazer para saborear com tempo, principalmente se acompanhado com uma boa conversa. É por isso que para além de almoçarem por volta das 15h00 (muitas vezes seguido de sesta…), não se coíbem de jantar às 22h00, que, regra geral, é apenas uma refeição ligeira, constituída por tapas, vinho ou cerveja e dois dedos de conversa.

Já para não falar na Grécia: ninguém janta mais tarde do que eles. A coisa agrava-se no Verão, pois com o calor, a vontade de jantar é ainda menor…o que torna a meia noite como uma boa hora para entrar num restaurante!

Na realidade, são hábitos mediterrâneos: jantar tarde, onde se incluem também algumas regiões francesas, ou mesmo Portuguesas – como o Algarve, onde se janta mais tarde que no resto do País.

Estes hábitos acabaram também por se espalhar para a América do Sul.

Em Portugal, já todos sabemos como é…o lado mais negativo dos nossos rigorosos e pouco flexíveis hábitos alimentares (temos muito pouca flexibilidade no que respeita por exemplo à hora que jantamos) quando comparado com os nossos vizinhos espanhóis acaba por nos prejudicar na gestão de restaurantes e de reservas, uma vez que todos saem para almoçar ou jantar às mesmas horas…

É curioso o facto de na Rússia, por exemplo em São Petersburgo, as horas de jantar também variarem bastante – especialmente devido às grandes variações nas horas de Sol. Assim, se no Inverno se pode jantar às 19h, no Verão, em que existe o chamado Sol da Meia Noite / noites brancas, jantar às 23 não é nada de excepcional.

Nas grandes cidades e capitais os horários esbatem-se bastante, sendo já hábito refeições mais tardias. Os hábitos são contudo mais rígidos nas pequenas cidades ou vilas, onde ainda se verificam muitas refeições bem cedo.

Também é curioso que comparando vários países, as horas de almoço não variam assim tanto, mas as horas de jantar podem apresentar diferenças de quase 6 horas! Fica uma compilação de alguns países na tabela abaixo (note-se que esta lista não significa que não hajam diferenças dentro dos próprios países, muitas vezes bastante significativas. Assim, a tabela é apenas indicativa).

Horas das refeições(clique na imagem para ver tabela com melhor resolução)

Bolo de limão e côco

15 Mar

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O fim-de-semana está à porta e nada melhor do que saboreá-lo com um bolo. Os limões que andavam cá por casa sem destino certo juntaram-se ao côco, e do forno saiu este bolo de limão e côco. É um bolo ideal para acompanhar uma chávena de chá quente, se o frio se continuar a fazer sentir, ou frio, se a Primavera que se aproxima trouxer com ela uns dias mais quentes.

Ingredientes (cerca de 10 fatias)

(Bolo)

– 175 g de açúcar
– 175 g de farinha de trigo sem fermento
– 175 g de margarina (à temperatura ambiente)
– 12 g de fermento químico
– 3 ovos
– 20 g de côco
– 75 ml de natas
– raspa de 1 limão
– margarina q.b. para untar a forma
– côco q.b. para polvilhar

(Calda de limão, opcional)

– sumo de 2 limões (cerca de 75 ml)
– 75 g de açúcar (a quantida de açúcar deve ser ajustada à acidez dos limões, podendo também ser adicionado um pouco de água)

Preparação

(Bolo)

Junte todos os ingredientes para o bolo numa taça, com excepção da margarina para untar e do côco para polvilhar.
Bata bem com a batedeira, até obter uma mistura homogénea.
Unte ligeiramente a forma com um pouco de margarina, forre com papel vegetal e volte a untar ligeiramente. Deite o preparado para o bolo na forma.
Leve a cozer, em forno pré-aquecido a 180 ºC, durante cerca de 45 minutos*.
Verifique com um palito se está cozido e retire do forno.
Se não optar pela calda de limão, polvilhe com o côco ralado e deixe arrefercer na forma, antes de desenformar.

(Calda de limão)

Se optar pela calda de limão, enquanto o bolo coze coloque o sumo dos limões com o açúcar numa taça, e deixe o açúcar dissolver totalmente.
Quando retirar o bolo do forno, pique-o com um palito e verta a calda.
Polvilhe com o côco ralado.
Densenforme o bolo quando este estiver arrefecido completamente.

Este bolo fica igualmente bom se o limão for substituído por laranja.

* O tempo de cozedura depende sempre um pouco das características do forno usado e deve ser ajustado em função deste.

Francesinha com ovo estrelado

8 Mar

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Não se pode dizer que a francesinha seja o prato mais saudável do mundo, mas que sabe bem, sabe! E uma de vez em quando (como tudo o que é comido com moderação), não faz assim tanto mal… A francesinha é uma imagem de marca da gastronomia do Porto. Já foi até considerada uma das dez melhores sanduíches do Mundo, e muitas são as discussões por onde se come a melhor francesinha no Porto. Há por aqui opiniões?

Nem se consegue perceber bem, aliás, porque não se internacionaliza o negócio da francesinha. Francesinha franchisada (soa a pleonasmo, mas não é), para concorrer com as sanduíches e os hamburgers espalhados pelo Mundo. Porque não?!  Fica a ideia…

Bom…mas cá por casa, de vez em quando, fazem-se francesinhas… a lembrar o Porto…. Algumas são feitas na versão mais original, noutras, como a de hoje, alguma da charcutaria tipicamente de porco é substituída por perú.

Ingredientes (2 francesinhas):

(Molho, adaptado Sabor Intenso)*

– 2 cebolas picadas
– 3 dentes de alho picados
– 20 g de margarina
– 1 folha de louro
– 50g de bacon
– 4 colheres de sopa de polpa de tomate
– 2 dl de vinho branco
– ½ litro de cerveja
– 2 dl de caldo de carne (caseiro, ou dissolver um cubo de caldo de carne em 2 dl de água)
– 2 colheres de sopa de sopa instantânea de marisco
– ½ dl de vinho do Porto
– ½ dl de whisky
– piri-piri q.b.

(Sanduíche)

– 6 fatias de pão de forma ligeiramente torrado
– 2 bifes de novilho finos
– 4 salsichas de perú
– 2 linguiças
– 4 fatias de mortadela de perú
– 4 fatias de fiambre de perú
– 10 fatias de queijo flamengo
– 2 ovos
– sal q.b.
– pimenta preta q.b.
– azeite q.b.

Preparação:

(Molho)

Picar finamente a cebola e o alho. Levar a refogar com a margarina, o louro e bacon.
Quando estiver refogado, juntar a polpa de tomate e o vinho branco. Deixar ferver.
Quando estiver a ferver, juntar a cerveja e deixar cozinhar em lume brando durante 15 minutos.
Dissolver a sopa instantânea no caldo de carne e, ao fim dos 15 minutos, juntar ao molho anterior, deixando ferver. Retirar do lume.
Retirar o bacon e o louro, e triturar com a varinha mágica.
Levar novamente ao lume e adicionar o whisky e o vinho do Porto.
Temperar com piri-piri a gosto e deixar ferver durante 2 minutos.
Retirar do lume e reservar.

(Sanduíche)

Temperar os bifes com sal e pimenta.
Aquecer o azeite numa frigideira, e fritar os bifes.
Juntar as salsichas para dourar um pouco.
Cortar as salsichas ao meio (no sentido longitudinal).
Cortar a linguiça em quatro partes (ao meio no sentido transversal e ao meio no sentido longitudinal).
Num prato que possa ir ao forno, colocar uma fatia de pão torrado no fundo, um bife, a linguiça e 2 fatias de mortadela de perú. Cobrir com mais uma fatia de pão torrado, e por cima colocar metade das salsichas, 2 fatias de fiambre de perú. Terminar com mais uma fatia de pão torrado. Cobrir com 5 fatias de queijo flamengo.
Repetir o processo para a outra francesinha.
Levar ao forno (cerca de 200 ºC) para gratinar, por aproximademente 5 minutos.
Entretanto, estrelar os ovos com um pouco de azeite.
Quando o queijo estiver derretido, colocar o molho quente por cima e terminar com o ovo estrelado, polvilhado com um pouco de pimenta.**

Acompanhar com batatas fritas.

* Esta quantidade de molho costuma ser suficiente para quatro francesinhas aqui por casa, por isso costumo congelar metade, que fica pronta para uma próxima francesinha.
** Costumo colocar palitos na francesinha, que ajudam a comê-la sem que se desmanche toda.

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