Arquivo | Janeiro, 2013

Mousse rápida de manga e laranja

31 Jan

mousse de manga e laranjaEsta mousse é uma óptima sobremesa para quando nos apetece algo leve e fresco no fim de uma refeição. Para além disso é praticamente toda preparada no liquidificador pelo que se torna muito rápida de preparar.

Ingredientes (5 taças pequenas):

– 2 mangas médias
– sumo de 1 laranja grande*
– 2 a 3 colheres de sopa de açúcar (a gosto e em função da doçura das mangas)
– 200 ml de natas light
– 2 folhas de gelatina
– 1 colher de chá de leite
– raspa de laranja para decorar

Preparação:

Começar por demolhar as folhas de gelatina em água, conforme as instruções da embalagem.
Descascar as mangas e colocá-las no liquidificador juntamente com o sumo da laranja. Triturar até obter um puré.
De seguida juntar as natas e o açúcar, e bater no liquidificador por 2-3 minutos, até as natas estarem fofas.
Derreter as folhas de gelatina demolhadas com o leite no microondas (potência média, durante poucos segundos). Juntar a gelatina ao preparado anterior e envolver bem.
Distribuir por taças e decorar com as raspas de laranja.
Levar ao frigorífico por cerca de 2 horas para refrescar bem.

*Laranjas caseiras de casa dos pais

A cataplana e um “cozido à portuguesa”

25 Jan

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A cataplana mora cá em casa há poucos meses. Há muito que constava na lista de desejos e (finalmente!) em Setembro o desejo foi concedido. Desde que chegou já foi usada para preparar os mais diversos pratos de carne e de peixe (alcatra, tamboril, atum, …) e o resultado final foi sempre muito saboroso.

Esta panela típica da região algarvia parece ter sido trazida para Portugal por influência árabe do Norte de África. Originalmente a cataplana era feita à base de cobre,  mas hoje em dia já se encontram em aço-inox, mais adaptada aos fogões “modernos”. A sua forma, de duas panelas concâvas fechadas , permite-lhe uma cozedura através da circulação de vapor que realça os sabores de alimentos. Há até quem diga que a cataplana é uma “panela de pressão primitiva”! Cozinhar na cataplana torna-se prático, simples e rápido, porque se podem fazer pratos completos utilizando um único tacho. E admitamos é bom ter pouca louça para lavar, não é?

Com a ideia da cataplana ser uma “panela de pressão primitiva”, foi-se formando uma outra ideia para uma utilização pouco convencional da cataplana. Porque não usá-la para um “cozido à portuguesa”?

Sim, isto não é um verdadeiro cozido à portuguesa com todos os modos e preparos que lhe estão associados, mas como cá por casa somos só dois fazer um cozido parecia uma tarefa da qual iam resultar muitos tachos e comida para muitas refeições…

Assim, hoje não fica aqui uma receita completa, mas sim uma sugestão para um uso diferente da cataplana, utilizada para fazer um prato que nos aquece nestes dias de frio e chuva.

O nosso cozido levou entrecosto e chispe (que foram salgados no dia anterior), carne de vaca, galinha, chouriço de carne, chouriço de sangue, farinheira, couve portuguesa, couve lombarda, cenoura, abóbora, nabo e batata. Foi a cozinhar durante cerca de 1 hora na cataplana, com as carnes por baixo, seguidas dos legumes e os chouriços por cima. Um pouco de água no fundo e um pouco de sal (muito pouco, porque as carnes de porco e os chouriços já estão salgados) nos legumes. A meio do processo algum do caldo que se foi formando foi aproveitado para fazer um arroz. Estava tão bom!

Chai Tradicional

22 Jan

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Só há um par de anos terei descoberto aquele que é para mim o chá mais delicioso do Mundo.

Quando me foi oferecido fiquei intrigado, porque é muito diferente do que estava à espera…não havia sido avisado que o que estava prestes a saborear era uma bebida tradicional indiana que combina chá, leite, água e muitas especiarias.

Na realidade o chai (ou masala chai) é sinónimo de chá com especiarias, tradicional da Índia, e com muitas variações no que respeita às especiarias utilizadas. Algumas lendas referem o aparecimento deste chá há mais de 9000 anos, outras referem 5000 anos.  Há também dúvidas se a origem foi efectivamente na Índia, ou na Tailândia. Terá sido criada como sendo uma bebida revigorante, de limpeza e ayurvédica.

Trata-se de um chá quente, robusto, picante e misterioso, perfeitamente adequado para um lanche à tarde no sofá para enfrentar o frio, ver a chuva e ouvir o vento que nos chegam nesta altura do ano…

Ingredientes ( para 2 chávenas de chai):

-1.5 chávena de água
– 1 chávena de leite
– 3 colheres de chá de folhas de chá preto de qualidade
– 3 fatias finas de gengibre descascado (*)
– Sementes de 4 vagens de cardamomo, esmagadas / moídas
– 1 pau de canela, esmagado / moído
– 4 cravinhos esmagados / moídos
– 4 grãos de pimenta preta esmagados / moídos (*)
– Açucar a gosto

(*) o “picante” presente no chai pode ser ajustado, reduzindo ou aumentando as quantidades de pimenta preta e gengibre

Preparação:

Juntar o leite, água, folhas de chá preto, gengibre e as especiarias moídas numa panela e aquecer em lume médio e ir mexendo até levantar fervura
Reduzir para lume baixo, e continuar a mexer durante 10 minutos (tomar especial atenção à possibilidade de a bebida transbordar a panela, caso o lume esteja muito alto, ou não se misture continuamente). A ideia é evaporar parte da água, à medida que a bebida vai absorvendo os aromas das especiarias.
Filtrar a bebida num coador para eliminar as especiarias e o gengibre.
Adicionar açúcar a gosto.
Saborear e começar a planear uma visita à Índia…

Perdiz recheada com farinheira, cogumelos e nozes

14 Jan

perdiz recheada
Cozinhar é um prazer. Assim como saborear calmamente uma boa refeição. Quando se junta o prazer de preparar uma boa refeição com o prazer de a saborear em seguida, geralmente o resultado é superior à soma das partes. Serve isto para explicar que a receita a seguir partilhada não é de todo aconselhada a pessoas que procuram uma boa refeição com mínimo esforço. O resultado é óptimo, mas pode lançar a questão: “valerá o esforço?” – vale com certeza, desde que cozinhar seja também um passatempo, um prazer, e não um castigo, obrigação. E no fim, um prato inesquecível para saborear calmamente, com um bom vinho.

A perdiz é conhecida como “a raínha da caça menor”. Difícil de preparar, esta perdiz de caça recheada acompanha bem com um vinho tinto intenso e com boa acidez. Na garrafeira caseira apareceu um potente Quinta da Mimosa 2009, que não sendo fantástico, muito bom e  acompanhou o prato na perfeição. Muitas notas de frutos vermelhos e madeira com notas de baunilha, que resultaram de forma fantástica com o molho com framboesas e nas batatas assadas com azeite baunilhado.

Segue então a (pesada) receita, que envolve as mais diversificadas técnicas, entre as quais: depenar, chamuscar, desossar, coser, corar, estufar, refogar…

Ingredientes (2 pessoas):

– 2 perdizes de caça, 350 g cada

(para a marinada:)
– 1.5 chávena de chá de vinho branco
– 2 colheres de café sal
– 1 colher de café de pimenta preta moída na hora
– 2 folhas pequenas de louro
– 2 folhas de lúcia-lima fresca
– 1/2 cálice de aguardente velha
– 1 cálice de vinho do Porto
– 1 pitada de cominhos
– 1 pitada de açafrão
– 1 pitada de noz moscada
– 3 dentes de alho espremidos

(para o recheio)
– 200 g de farinheira
– 5 cogumelos brancos grandes (mais ou menos 130g de cogumelos) cortados em pedaços
– 15 g de nozes picadas
– 1 colher de sopa rasa de salsa picada

(para o caldo de perdiz)
– 1 cebola pequena picada finamente
– 2 chalotas pequenas picadas finamente
– 1 fio de azeite
– 1 copo de água

(para o estufado)
– 60 g de bacon fumado cortado aos bocados
– 1/2 cenoura
– 1 fio de azeite

(para o molho)
– 1 colher de chá de alecrim
– 1 pitada de sal
– 1 pitada de pimenta
– 2 a 3 colheres de sopa de framboesas
– 1 colher de café de açúcar
– 1/2 chávena de vinho do Porto

Preparação:

a) Arranjar as perdizes
Depenar as perdizes e chamuscar para tirar a penugem. De seguida, lavar para tirar os resíduos da queima.
Cortar a cabeça e as pontas das asas e patas
Abrir as perdizes ao meio, limpá-las e desossá-las. Os ossos devem ser reservados para o caldo.

b) Marinada
Misturam-se todos os ingredientes e juntam-se com as perdizes numa tigela, deixando-se marinar no frigorífico durante 12 horas.

c) Caldo de perdiz
Refogar a cebola e chalotas em azeite durante 5 minutos até estarem louras.
De seguida, juntar os ossos das perdizes e refogar mais 3 minutos.
Juntar um copo de água e deixar ferverdurante cerca de 20 minutos.
Ao fim deste tempo, retirar os ossos e reservar a cebola e as chalotas juntamente com  o caldo.

d) Rechear perdizes
Cortar os cogumelos e salteá-los brevemente num fio de azeite. Reservar.
Colocar a farinheira num tacho com água fria e deixar ferver durante 5 minutos.
Retirar a pele da farinheira cozida e misturá-la com os restantes ingredientes do recheio, os cogumelos salteados, a salsa e as nozes picadas.
Retirar a perdiz da marinada, reservando a marinada para ser usada posteriormente no estufado.
Colocar o recheio nas perdizes e coser cuidadosamente a pele com recurso a fio e agulha.

e) Estufar as perdizes
Corar / dourar as perdizes recheadas numa frigideira com um fio de azeite. Reservar as perdizes.
Na mesma frigideira, dourar o bacon, e juntar o caldo das perdizes, juntamente com a cebola, e a cenoura cortada em cubos.
Colocar as perdizes no tacho com a costura virada para cima. Regar com a marinada, retirando as folhas de lúcia-lima.
Tapar o tacho e deixar cozinhar lentamente durante 30 minutos.

f) Molho de framboesas e vinho do Porto
Retirar 2 chávenas do estufado das perdizes e colocar num tacho com os restantes ingredientes para o molho.
Deixar reduzir em lume brando durante 15 minutos (até engrossar), mexendo sempre.
Corrigir o tempero (com sal e pimenta), se necessário.

g) Empratamento e acompanhamentos
No nosso caso, serviu-se a perdiz e o molho com batatas baunilhadas e puré de grelos.

Done!

Molho béchamel para uma lasanha caliente

10 Jan

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O México tem andado cá por casa nos últimos tempos e do chili de um jantar para 4 que acabou por ser para 2 nasceu uma lasanha diferente, uma lasanha caliente. Nada mais fácil, placas de lasanha intercaladas com o chili, cuja receita fica prometida para um destes dias. E para completar a lasanha na perfeição, porque não um molho béchamel caseiro? Uma receita rápida,  fácil e que sai sempre bem de um molho utilizado em inúmeras preparações culinárias.

Ingredientes (adaptado d “O livro de Pantagruel”):

– 40 g de margarina
– 30 g de farinha
– ½ litro de leite

Preparação:

Num tacho derreter a manteiga em lume brando.
Quando estiver derretida adicionar a farinha e envolver bem.
Juntar o leite pouco a pouco e misturar bem com a vara de arames, deixando cozinha em lume brando (5-10 minutos) até engrossar.

A consistência deste molho pode ser alterada acrescentando mais leite (para um molho mais líquido) ou menos leite (para um molho mais espesso), consoante a utilização a que o molho se destina.

Um bolo para os Reis!

4 Jan

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Domingo é Dia de Reis! O dia que marca o fim desta quadra tão festiva que é o Natal. E para a terminar da melhor forma, porque não experimentar um bolo-Rei caseiro?

Cá por casa há muito que se experimentavam receitas de bolo-rei… Umas tiveram mais sucesso do que outras, mas até este ano ainda não tinha havido nenhum bolo-rei caseiro que fosse “o tal”. Na maioria das vezes os bolos-rei feitos em casa ficavam muito secos. Este ano (finalmente!) encontrámos o bolo-rei que há muito procurávamos: um bolo saboroso com uma massa fofa, digno de qualquer Rei!

Aqui fica o bolo-rei como foi feito cá em casa, com a ajuda da máquina de fazer pão, cuja receita foi ligeiramente adaptada daqui.

Ingredientes (para um bolo de cerca de 900 g):

(Massa mãe)

– 35 g de leite
– 5 g de fermento de padeiro fresco
– 1/2 colher de sobremesa de açúcar
– 130 g de farinha tipo 55

(Massa)

– 70 g de açúcar;
– casca de 1 laranja
– 30 g de leite
– 35 g de manteiga
– 1 ovo
– 10 g de fermento de padeiro fresco
– 20 g de vinho do Porto
– 1 colher de café de aguardente
– 225 g de farinha tipo 55
– 1 colher de café de sal

(Decoração e Recheio)

– 1 ovo batido
– frutos secos (amêndoas, nozes, pinhões, …)*
– passas*
– fruta cristalizada (em cubos e para decorar)*
– açúcar em pó

Preparação:

Colocar todos os ingredientes da massa mãe na máquina de fazer pão e amassar, utilizando o programa adequado, até formar uma bola. Como a quantidade de massa é pequena pode ser necessário ajudar com uma colher.
Deixar levedar a massa mãe dentro da máquina fechada durante cerca de 20 minutos.
Após a massa mãe ter levedado, juntar os restantes ingredientes da massa principal e seleccionar o novamente o programa adequado para amassar e levedar.
Deixar levedar. (Na máquina cá de casa demora cerca de 1h30).
Depois da massa levedada, retirá-la da máquina para uma superfície polvilhada com farinha e formar uma bola.
Abrir esta bola em forma de rectângulo e colocar parte dos frutos secos, das passas e da fruta cristalizada. Dobrar em três, pelo lado de maior comprimento. Colocar os restantes frutos secos, passas e fruta cristalizada do recheio e dobrar novamente em três, desta vez a partir da parte mais estreita do rectângulo.
De seguida, forrar um tabuleiro forno com papel vegetal e polvilhá-lo ligeiramente com farinha.
Moldar a massa e forma de cilindro, unir as pontas, de modo a dar a forma característica do bolo-rei, e colocar no tabuleiro. É preciso ter em atenção que o buraco central deverá ficar suficientemente largo para que durante a próxima fase de levedura e durante a cozedura o bolo não feche.
Cubrir com um pano polvilhado com farinha e deixar num local tépido e abrigado de corrente a levedar até dobrar de volume, o que demora cerca de 1h.
Após ter levedado, pincelar com gema de ovo batida e decorar com as frutas cristalizadas e os frutos secos a gosto.
Pré-aquecer o forno a 200 ºC, e colocar o bolo a cozer. Passados cerca de 15 minutos baixar o forno para 180 ºC, de forma a garantir que o bolo não queima. No forno cá de casa, este bolo fica pronto entre 30-40 minutos.
Quando estiver cozido, polvilhar com o açúcar em pó.

* A quantidade de frutas cristalizadas, passas e frutos secos pode ser ajustada ao gosto de cada um. Este bolo-rei já foi feito cá em casa duas vezes: da primeira vez levou cerca de 120 g de frutas cristalizadas, 30 g passas e 120 g de frutos secos; da segunda levou quase o dobro destas quantidades. Para o nosso gosto pessoal, o ideal deverá ficar entre os dois!

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