Arquivo | Novembro, 2012

Terra e Mar: Lombos de rodovalho com puré de ervilhas e beterraba

26 Nov

Quem gosta de ver bons mercados de frescos, tem o mercado da Costa Nova (Aveiro) como uma referência em Portugal. Há umas semanas surgiu a oportunidade de lá passarmos, e não resistimos a tanta tentação junta…enguias, camarão de espinho, percebes, lulas, polvos…tamboril e o seu fígado…e claro, um rodovalho.

Até prova em contrário, o mercado da Costa Nova será porventura o melhor mercado de peixe fresco em Portugal em termos de diversidade de espécies, frescura e disponibilidade, sem perder o seu carácter genuíno.

Mas voltando ao tal rodovalho, este é um peixe relativamente desconhecido entre a maioria dos portugueses, e nas poucas pessoas que o conhecem, muitas confundem-no com o pregado. Há até teorias que apontam para nomes diferentes atribuídos à mesma espécie, consoante a zona do País (rodovalho no Norte, e pregado no Sul)…mas pregado e rodovalho são peixes “primos” (da mesma família), de espécies diferentes.

Metade do rodovalho proveniente da Costa Nova foi simplesmente grelhado na brasa, e o resultado foi óptimo, como não podia deixar de ser. A outra metade foi aproveitada para a receita que aqui  partilhamos. Uma receita simples, que faz a ligação entre a terra (ervilhas e beterraba), e o mar (rodovalho), e o casamento é bem feliz.

Ingredientes (2 pessoas)

– 2 lombos de rodovalho com cerca de 180 g cada um
– 400 g de ervilhas
– 1 beterraba média
– sal q.b.
– pimenta branca q.b.
– manteiga q.b.
– azeite q.b.
– leite q.b.
– salsa fresca q.b.

 Preparação

(Puré de ervilhas e beterraba)

Corte a beterraba em pequenos cubos e coza juntamente com as ervilhas em água temperada com sal.
Quando as ervilhas e a beterraba estiverem cozidas, escorra a água e reduza a puré.
Adicione um pouco de manteiga e de leite até obter a consistência desejada, e envolva bem.
Retifique os temperos e leve a lume brando por 1 a 2 minutos.

(Lombos de  rodovalho)

Tempere os lombos de rodovalho com um pouco de sal e pimenta.
Aqueça a frigideira com um pouco de manteiga e de azeite.
Quando estiver bem quente coloque o peixe com a pele virada para baixo e deixe cozinhar cerca de 3-4 minutos. Vire o peixe e deixe cozinhar cerca de 2 minutos do outro lado, até estar totalmente cozinhado.
Sirva acompanhado do puré de ervilhas e beterraba e polvilhado com salsa fresca picada.

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Creme de abóbora com chuchus e croutons de azeite de poejo

20 Nov

Não é que esta receita aqui apresentada tenha muita coisa de especial – porque não tem. Mas gostámos tanto deste creme fácil e rápido que não resistimos a partilhá-lo.

Utilizámos chuchus que trouxemos quando estivemos há uns dias no Alentejo. Vieram da Feira de Estremoz, quando eles, grandes, gloriosos e cheio de espinhos, estavam a olhar para nós…dificilmente encontramos chuchus destes na distribuição normal, e como tal, não lhes resistimos, e fizeram-nos companhia até Lisboa.

No fim ficámos com um creme de gosto quente e aconchegante, que resultou muito bem com o crocante dos croutons e com a frescura do azeite de poejo.

Ingredientes (6-8 pessoas):

– 700g de abóbora(*)
– 3 chuchus (+)
– 1 alho francês
– 5 cenouras grandes
– Azeite qb
– Água qb
– Sal qb
– Azeite de poejo (**) qb
– 2 fatias de pão caseiro

Preparação:

a)      Creme:
Pique finamente o alho francês e salteie um pouco num fio de azeite.
Quando estiver tenro, adicione as cenouras, os chuchus e a abóbora cortados em pedaços pequenos. Envolva.
Cubra com água e deixe cozer até os legumes estarem tenros.
Triture e retifique com água até obter a textura desejada.
Tempere com sal a gosto.

b)      Croutons:
Para os croutons corte o pão em pequenos cubos.
Regue com o azeite de poejo e leve ao forno até tostar.
Sirva a sopa com os croutons e com um fio de azeite de poejo.

(*) as abóboras vieram da Quinta da Romeira;
(+) os chuchus da Feira de Estremoz
(**)  o azeite de poejo utilizado é uma produção Mercearia Caseira

Olá Mundo

15 Nov

A Mercearia Caseira está finalmente a abrir as suas “portas”.

Meia-dúzia de licores, uma dezena de doces, um trio de chutneys, dois pares de sais e flor de sal aromatizados, um trio de azeites aromatizados, um trio de mendiants, e um par de biscoitos…Três dezenas de produtos caseiros em que todo o processo de produção foi totalmente controlado por nós, desde a escolha criteriosa dos ingredientes e matérias-primas directamente de produtores de confiança, passando pela prova e afinação das receitas, até ao rigor no embalamento/engarrafamento e design adoptados. Colocámos ainda uma boa  dose de dedicação e paixão dentro de cada frasco, saco ou garrafa.

Estamos muito satisfeitos com o resultado, e esperamos agora poder satisfazer mais pessoas – a informação detalhada sobre estes produtos, preços e encomendas pode ser encontrada nesta página, que continuará a ser actualizada frequentemente, com mais informações e produtos.

Obrigado a todos os produtores, amigos e familiares que permitiram chegar até aqui…mas é só um início!

O melhor azeite DOP Moura 2012 na Mercearia Caseira

12 Nov

Agora que estamos a terminar os azeites aromatizados para a Mercearia Caseira, podemos dar uma novidade:

Estamos a trabalhar com o melhor azeite DOP Moura 2012 (*).

Chama-se Azeite Virgem Extra DOP Herdade dos Cotéis. Este azeite conseguiu há uns meses o primeiro prémio (Ouro) no reputado Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra e de Packaging 2012 na categoria DOP em que se insere (são habitualmente distinguidos os melhores azeites de cada uma de três Denominações de Origem Protegida  – Beira Interior, Moura e Trás-os-Montes).

Este ano é este o azeite utilizado nos azeites aromatizados. Estamos muito satisfeitos com a escolha!

Fomos exigentes, pois procurávamos um azeite de Quinta (em que todas as operações, desde o cultivo da oliveira até à embalagem do azeite, são efectuadas dentro da exploração agrícola), com paladar ligeiro e fresco, e ao mesmo com carácter, frutado, e baixa acidez. O perfil foi traçado com base no objectivo final para este ano: produzir azeites aromatizados que se conjugassem na perfeição com saladas de sabores não muito intensos (alface, por exemplo) e sem descurar a origem do azeite e o perfil do produtor (não se pretendia uma marca de produção em massa…).

A busca foi complicada, encontrámos alguns azeites bastante interessantes, mas nenhum se enquadrava tão bem no perfil pretendido como a Herdade dos Cotéis. Alguns eram demasiado intensos, outros pouco frutados, outros com acidez muito elevada ou demasiado picantes e amargos.

Trata-se de um azeite feito das variedades Cordovil, Verdeal e Galega, de cor amarelo-esverdeada, com aroma a folha ou erva verde, e sabor a fruta fresca verde ligeiramente picante. A acidez máxima é muito baixa: 0.3%.

Localizada na Margem Esquerda do Guadiana, a 6 Km de Moura, esta herdade explorada pela família Venâncio possui 300 ha de olival, 23 ha de vinha e as ovelhas que dão origem às matérias primas da melhor qualidade, para o fabrico do tão apreciado queijo de serpa, do famoso vinho “Regional Alentejano” e do azeite virgem com a denominação de origem “Azeite de Moura”, todos eles apresentados com a mesma marca: “Herdade dos Cotéis”. É aqui que esta família de agricultores se empenha dia a dia, com a máxima dedicação, acompanhando todas as etapas de forma a que nada se faça ao acaso, desde a produção à transformação terminando na comercialização dos produtos da sua terra. A extracção é feita num lagar dentro da própria herdade. A empresa produtora, de cariz familiar, emprega directamente 20 pessoas.

Mais uma vez o Alentejo a marcar pontos na Mercearia Caseira! E o azeite aromatizado de poejos ficou divinal…

(*)  últimos prémios deste azeite: 2012: 1º lugar (prémio OURO) categoria DOP Moura, no Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra e de Packaging – CNEMA; 2011: Menção Honrosa no concurso nacional de azeite virgem extra e packing (CNEMA); 2009: 1º lugar concurso nacional de azeite virgem extra e packing (CNEMA) (prémio OURO); 2007: O 3º Prémio, na categoria de frutado ligeiro – Concurso International Olive Council / Mário Solinas)

Escapadinha no Alentejo

10 Nov

Na semana passada, aproveitámos um fim de semana alargado no Alentejo para darmos de caras com alguns produtos de primeira qualidade, tendo alguns deles reforçado a Mercearia Caseira.

Para além de uns magníficos chuchus na feira de Estremoz (e que serviram de inspiração para uma sopa a publicar aqui futuramente…)

Encontrámos uns inebriantes poejos para serviram na perfeição para a nossa produção de azeite aromatizado (que tem por base um azeite de quinta também alentejano, por sinal…) e umas  nozes alentejanas (de Estremoz) que serão utilizadas numa combinação de frutos secos e chocolate.

Porque o que é nacional, regra geral é bom. Mas algumas coisas, quando são alentejanas, são ainda melhores…

Novidades destes e outros produtos…para muito muito breve!

Batatas assadas no forno (com manteiga de tomate seco e manjericão)

9 Nov

Uma sugestão para um acompanhamento rápido e saboroso. As batatas são assadas no forno embrulhadas em papel de alumínio com um pouco de sal grosso. No fim, foram servidas com a manteiga de tomate seco ao sol e manjericão e revelaram-se um excelente acompanhamento para umas costeletas de novilho grelhadas.

Em busca das amoras perdidas

7 Nov

Se há licor que é um sucesso cá em casa é sem dúvida o licor de amoras. A sua combinação com sobremesas de natas (incluindo gelados), claras de ovos, ou de chocolate, é de tal forma bem sucedida que se torna praticamente imprescindível. Um luxo. De tal forma, que nos levou neste Verão à procura desta fruta silvestre por entre os campos de silvas.

Uma primeira procura permitiu encontrar amoras secas e pouco suculentas. Uma segunda procura revelou amoras de grande qualidade, não muito grandes, mas em pouca quantidadade…Mas à terceira procura, eis que…surgiu um abundante campo de amoras silvestres de igual qualidade, e em quantidade suficiente para a produção de 6 litros deste néctar dos Deuses. A apanha manual de amoras espalhou-se por 3 dias diferentes, com muitos arranhões nas pernas…mas ainda fomos a tempo de tirar uma foto.

Fomos ainda surpreendidos com abundância de abrunhos silvestres, que para não variar…também viraram licor.

Esta semana foi feita uma prova dos nossos licores de amoras silvestres e também do de abrunhos silvestres e fica a promessa de estarem prestes a nascer dois grandes licores, provavelmente aqueles que serão os primeiros licores oficiais lançados pela Mercearia Caseira.

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